Sabemos que estamos diante de um novo tempo, onde não podemos desenvolver apenas as nossas habilidades racionais. A afetividade precisa ser resgatada, se não quisermos ver o nosso planeta destruído pelas guerras, os oceanos sem vida, as águas poluídas, as pessoas sendo apenas ‘executoras de tarefas’ para que a engrenagem social não falhe e perpetue o estado de vazio que hoje encontramos em todos os lugares. A educação é um caminho para a transformação da sociedade. Sabemos que não aceitamos passivamente todas as informações que recebemos, mas somos os construtores do nosso desenvolvimento. Sabemos que aprendemos melhor quando estamos contextualizando o aprendido. Sabemos que a aprendizagem precisa envolver não apenas a cognição, mas também a afetividade. Sabemos que existe em todos os seres humanos, de todas as culturas, uma forma de pensar que é narrativa, onde contamos histórias e a nossa própria história. Sabemos que o cérebro tem uma enorme capacidade de transformação. Sabemos que não temos apenas inteligência lingüística e lógico-matemática, mas que podemos – e devemos – desenvolver todo o nosso potencial para resolver os problemas de nossa cultura, fazendo isso de forma criativa. Sabemos que a tecnologia é uma ferramenta cultural que deve ser incorporada à nossa prática pedagógica. Sabemos que o brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil. Sabemos que a literatura, como toda atividade artística, é um caminho mágico para o desenvolvimento da imaginação das crianças. Sabemos que temos um corpo e que devemos incluí-lo na escola. Sabemos que temos um espírito e que devemos desenvolvê-lo. São tantas as áreas da ciência que contribuem para uma compreensão mais ampla sobre o universo infantil, sobre o que é ensinar e aprender, que ficamos perplexas, questionando-nos sobre o que precisamos saber para sermos boas professoras na escola do século XXI. Voltemos às idéias do mestre Paulo Freire quando afirma que uma boa professora é aquela que é feliz, com o que faz, com seus alunos, com sua vida, e a Sigmund Freud quando diz que a boa professora é aquela que se conecta com sua própria criança interior. É importante um bom domínio das técnicas pedagógicas. Mas isso só não é suficiente. Precisamos articular cognição e afetividade em nós mesmas, educadoras, para que consigamos ser professoras inesquecíveis, como a Professora Maluquinha, de Ziraldo. Você aceitaria esse desafio? Como seria a escola de seus sonhos? Pense nisso, desenhe ou escreva esse sonho e nos envie para o e-mail patricia@caleidoscopio.psc.br. Quem sabe nós poderemos ajudá-la a realizar esse sonho!!!
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