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que nos ensina a criança que não aprende?
Este trabalho teve por objetivo investigar os problemas de aprendizagem
escolar de crianças da segunda série do Ensino Fundamental,
a partir do olhar da Psicologia, entrelaçando cognição
e afetividade. Apesar de o fracasso escolar ter múltiplas causas,
fizemos o recorte para a situação em que o mesmo assume
a forma de sintoma, denunciando, na linguagem da nossa sociedade, o
seu mal-estar. Entrevistamos professoras e seus alunos, seguindo um
roteiro básico, e solicitamos que os mesmos desenhassem uma situação
de ensino-aprendizagem; para as crianças solicitamos, também,
o desenho de suas famílias. Todos esses dados foram interpretados
tendo como corpo teórico principal a proposição
de Alícia Fernandez, segundo a qual a criança que não
consegue aprender pode estar se defendendo de algo que não pode
traduzir em palavras. Também baseamos as nossas reflexões
nas idéias de Jean Piaget, Sigmund Freud, L. Vygotsky, Jerome
Bruner, Antonio Damásio, Anny Cordié, Sara Paim, no que
se refere às possíveis articulações entre
a cognição e afetividade no processo de aprendizagem.
Observamos que as professoras têm a compreensão de que
o fracasso escolar de seus alunos pode ultrapassar as questões
pedagógicas, sendo perpassado pela afetividade. Por diferentes
caminhos, as crianças nos deram pistas das possíveis causas
do seu sintoma. Acreditamos que a Psicologia tem um importante papel
a desenvolver nas comunidades escolares, ajudando na compreensão
mais ampla do problema de aprendizagem, assim como, junto às
famílias, favorecendo uma re-elaboração da relação
da criança com a aprendizagem escolar. (arquivo.zip)
Afetividade
e Cognição
Esse ensaio tem como objetivo discutir as possíveis
relações existentes entre a afetividade e a cognição
humanas. Iremos relatar um pouco da história dessa relação
no campo da Psicologia, para que possamos compreender o lugar de que
hoje falamos. Em seguida, discutiremos um pouco as idéias da
Psicologia Cognitiva, no que se refere à Cognição,
e as idéias da Psicanálise, no âmbito da Afetividade.
Traremos, então, as discussões sobre como esses dois aspectos
da dimensão humana ser relacionam no cérebro, a partir
dos estudos científicos mais recentes. Por fim, apresentaremos
algumas idéias da psicopedagogia, onde através da fratura
do aprender, discutiremos o profundo entrelaçamento das duas
áreas, separadas por Descartes: razão e emoção.
(arquivo.zip)
Relações
entre aprendizagem e desenvolvimento: a abordagem de Jerome Bruner
Este ensaio discute as possíveis relações
existentes entre desenvolvimento cognitivo e aprendizagem, a partir
da perspectiva de Jerome Bruner. As implicações para a
prática escolar da teoria do ensino de Bruner são também
discutidas. (arquivo.zip)
Brincadeira de criança:
uma atividade cultural
Este trabalho tem por objetivo analisar a brincadeira de um grupo de
crianças no pátio do edifício em que moram, a partir
da perspectiva da brincadeira como uma atividade cultural, segundo as
discussões da psicologia soviética, tendo como seus representantes
Leontiev e Vygotsky. (Em co-autoria com Maria Izabel Dantas Antonino
Carvalho.) (arquivo.zip)
Análise
de Conteúdo: a proposta de Laurence Bardin
Este trabalho tem por objetivo apresentar a análise de conteúdo
como uma das formas possíveis de tratamento de dados em pesquisa.
A proposta aqui discutida é da professora da Universidade de
Paris V, Laurence Bardin. (Em co-autoria com Priscila Barros.) (arquivo.zip)
Paradigmas
de investigação científica: como saber se o saber
é sabido?
É sabido que o século XX foi praticamente dominado
pelo paradigma cartesiano do primado da razão. Do elogio da razão
e da crítica da emoção. Somos todos filhos dessa
escola criada por Descartes, à volta da dúvida metódica
e do primado racionalista. Viveu entre 1596 e 1650, mas as suas idéias
mantiveram-se praticamente intocáveis e de pé, até
quase o século XXI. (Em co-autoria com Maria Izabel Dantas Antonino
Carvalho.) (arquivo.zip)
Consciência
Metatextual
Este artigo discute o que as crianças pensam sobre um
determinado texto. Procura, também, promover uma reflexão
acerca das influências do desenvolvimento da criança e
da sua escolaridade na sua forma de compreensão da estrutura
do texto. (arquivo.zip)
Disse, tá
dizido; prometeu, tá prometado
Começo o trabalho com o um título que retrata
a fala de meu irmão quando era ainda criança pequena,
reivindicando o passeio prometido por nossa mãe. Apesar de ainda
não refletir sobre a forma como dizia o que queria fazer, apesar
de ainda não refletir sobre a influência da cultura em
sua curta vida, fica-me óbvio, a partir dos referenciais teóricos
do sócio-interacionismo e do estruturalismo, o quanto ele já
havia “apreendido” da língua e da cultura nas quais
estava imerso desde antes do seu nascimento biológico. (arquivo.zip) |